sábado, 27 de agosto de 2016

um filme de Godard !





Nos silencios que sucedem os gemidos e tremores, continuamos abraçados. E eu continuava em voce. Nossas peles ainda suadas deslizavam nossos corpos em nós. falei alguma coisa, senti teu corpo reagir de novo. O meu tambem. Voce sussurrou algo em meu ouvido, que me arrepiou, mas não escutei o que voce disse, e pelo jeito que voce se apertava, e se roçava em mim, eu nem precisava tentar escutar. Mas entendia. Eu sempre entendia teus desejos. Tuas sensações. E na umidade do teu corpo eu forçava mais. E mais. E cada vez mais... Voce acompanhava em sintonia. E então recomeçamos. Eramos sempre outra vez.
Eramos sempre nós. Eramos sempre mais. Como numa dança louca, num salão de lençois e manchas, gemidos e gritos abafados.
Eramos o prazer que queriamos ter. Eramos nossos pecados...
Nossos segredos.
Eramos nosso enredo.
Como num filme de Bertolucci. Como um filme de Godard ...




terça-feira, 16 de agosto de 2016

teu jeito louco...










Amo esse teu jeito exibicionista de ficar nua,
como se estivesse brincando de ser prazer.
Desse teu modo assanhado,
quando beija na boca todo o nosso segredo.
Quando chupa em meu corpo, toda nossa fantasia
.


Desse despudor ao se encharcar em nossa cumplicidade,
e de gozar no tempo certo,
toda essa nossa gostosa mania 

e esse nosso intenso jeito louco de fazer amor....





domingo, 7 de agosto de 2016

coisas que acontecem...






E uma amiga conversando comigo, dizia de um jeito natural, como se fosse uma confissão. ( Ou instigação, não sei.)  O que  comigo encontra eco de imediato..

__ eu sou voyeuse por vocação, adoro ver. Gosto de um exibicionismo sutil. Escancarado e ao mesmo tempo de um modo esperto, sagaz. Não da para explicar. Mas gosto da esperteza sonsa. De alguem que quer se deixar ver, que eu veja disfarçadamente, como em segredo. Uma cumplicidade momentanea de um exibicionismo explicito. Adoro isso.

Tomavamos cerveja num quiosque na praia, perto do Leblon. E conversavamos sobre tudo. E o papo acabou seguindo esse rumo. Na brincadeira, fomos para perto de uma mureta e continuavamos falando. Abri minha calça de um jeito que ela não reparasse, e continuei conversando sobre voyeur e exibicionismos. Fui me colocando de lado para ela, cinicamente com a calça aberta e com a cara mais cinica do mundo. E ela continuava.

__ Semana passada um funcionário veio trocar minha cortina. Eu sentada numa cadeira e ele numa escada, estava de bermuda, um tanto larga. Na posição que eu estava via por dentro da bermuda um pedaço de seu penis. Aquilo me deu uma sensação estranha e ao mesmo tempo boa. Gostei daquilo, Me arrumei de um modo que pudesse ver melhor, sem deixar transparecer nada.E ele ainda colocou uma das pernas num degrau superior, o que fez com que eu visse quase tudo. Aquilo me excitou, mas continuei como não estivesse vendo nada. Num determinado momento, porem, achei que ele me pegou olhando, mas continuou ali como se nada estivesse acontecendo. Ainda abriu mais um pouco a perna, o que me fez ver praticamente seu penis todo.

Nesse instante, eu me virei um pouco para ela, e ela quase como um imã no olhar, reparou minha calça aberta, e disfarçou. Como se estivesse provocando tudo aquilo. E eu continuei impassivel, já meio excitado pela " brincadeira " que estava fazendo. Mas fui deixando a coisa ir fluindo...

Mas isso é papo para outra historia. Tanto a historia do cara da cortina. Quanto o que foi acontecendo com nós dois....