sábado, 27 de agosto de 2016

um filme de Godard !





Nos silencios que sucedem os gemidos e tremores, continuamos abraçados. E eu continuava em voce. Nossas peles ainda suadas deslizavam nossos corpos em nós. falei alguma coisa, senti teu corpo reagir de novo. O meu tambem. Voce sussurrou algo em meu ouvido, que me arrepiou, mas não escutei o que voce disse, e pelo jeito que voce se apertava, e se roçava em mim, eu nem precisava tentar escutar. Mas entendia. Eu sempre entendia teus desejos. Tuas sensações. E na umidade do teu corpo eu forçava mais. E mais. E cada vez mais... Voce acompanhava em sintonia. E então recomeçamos. Eramos sempre outra vez.
Eramos sempre nós. Eramos sempre mais. Como numa dança louca, num salão de lençois e manchas, gemidos e gritos abafados.
Eramos o prazer que queriamos ter. Eramos nossos pecados...
Nossos segredos.
Eramos nosso enredo.
Como num filme de Bertolucci. Como um filme de Godard ...




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