amo !

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

lembrar...

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Tenho o eco
do teu gemido
ainda gravado no subconsciente
do meu desejo.
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Excita-me a lembrança.
Excita-me o corpo.
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Relembro teu compasso,
tua pele, teu cheiro,
tua lingua.
A urgencia da minha mão em ti.
E do teu jeito lascivo, meio louco,
e adoravelmente sem pudor
de se deixar entrar...

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

cumplices


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...entro no quarto, ela estava deitada , nas janelas entreabertas as cortinas ao vento, dançavam. Ao me ver entrar pela claridade da porta, fez um sinal de silencio, colocando o indicador encostado nos lábios. Apontou a poltrona , onde me acomodei. A música calma, a meia luz no quarto dava um toque de imaginações e desejos. Seu corpo nú se mexia, como de uma dançarina vulgar. Abraçou a seda dos lençois, e se roçava forte na cama. O pensamento, como que viajando em emoções e lembranças. Os olhos fechados abriam seu corpo. Seus dedos deslizaram na pele suada fazendo arrepios na cumplicidade da solidão do instante. O coração batia mais forte, seu corpo molhado disparou num ritmo alucinado de vontades e de sensações. Gozou então sozinha, gozou só pra ela como num palco de prazeres, egoisticamente gozou,um gozo forte de verdade...e eu ali, perdido, um espectador especial, voyeur de momento único, testemunha de um gozo entregue, despudoradamente lindo, exibicionistamente louco.
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...no inicio de uma madrugada de desejos, um impudor cumplice de prazeres, que começa onde normalmente os outros terminam. No gozo, no fim...
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

inimaginavel...

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Hoje fiz teu gozo
Um gozo verdadeiro,
na (in)consciencia plena de ser gozo
um gozo em quase descontrole....
um gozo longo, espasmodico, contínuo.
Múltiplo.
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...nos suores da madrugada quente,
desentranhei teu gemido .
Intenso, gutural, inimaginavel...
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sábado, 5 de fevereiro de 2011

prazeres



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...e de repente nossas bocas fizeram de nós uma brincadeira qualquer. Sugamos ao mesmo tempo, todos os nossos principios e pudores, provocamos todos os nossos gemidos, lambemos com força todos os nossos desejos, e engolimos sedentos, como numa ultima implosão do corpo, todos os nossos prazeres...
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