sábado, 24 de setembro de 2016

Mulher !







Um dia perdido lá atras, 
num momento contraído, inconsequente, sem jeito
simplesmente alguem, sem amor, fez voce sangrar por sangrar.
as purezas foram perdidas nos espaços dos teus sonhos.
sem carinhos, sem certezas,
só dores e lágrimas.
simples consequencias de momentos a deriva de teus pensamentos,
dos teus sonhos, das tuas vontades.
sequelas sofridas ficaram, hibernando em teus prazeres .

Hoje passeei no teu medo,
como numa regressão terapeutica
voce voltou a teus ontens. te despertei
sarei teus remorsos, tuas angustias , teus medos e culpas

te transportei no tempo e te vi chorar
te refiz menina, e te vi sorrir
fiz amor e te acordei consciente pra vida
naquele instante então voce amou. 
Amou todos os teus desejos e medos
como que rasgando tua carne entrei em ti ,
sarei enfim cicatrizes da tua alma, te fiz amar sem culpas.
e te fiz Mulher...




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

sem pedir licença...







...deitou só de calcinha. De bruços abraçada ao travesseiro, fechou os olhos.
A boca entreaberta, quase formando um sorriso. Uma música ao fundo. A luz medrosa da noite, fingia iluminar de cores, o ar em sua volta. Seu corpo bronzeado contrastava dedesejos e prazeres a seda branca do lençol.
Parei, fiquei olhando. O cheiro do mar, o barulho das ondas , dava o tom. Tirei minha camisa devagar, a calça sem pressa, e joguei displicente nas costas de uma cadeira.

Seu corpo , reagia com arrepios ao vento frio que soprava.
Sentei ao seu lado,o movimento fez suas costas esbarrarem na minha perna. 
O contato quente da pele na pele, me excitava. Seus cabelos bricavam em meu rosto. 
Passo as mãos nas suas costas, por entre suas coxas ,de leve, sem querer acordar, ela se vira. Os seios firmes, se deixam, como pedindo carinho, proteção. Passo a mão , aperto, sinto a sensação do toque. O bico se enrijece, minha lingua, suga, sente o gosto.
Abre os olhos, sorri
 estica o braço. Me beija....me puxa. Me busca....Sinto a sua umidade .

E abraço, me deito excitado . Minha boca quer. Enquanto meu corpo descarado roça no seu. Um arrepio lhe percorre o corpo.
Coloco displicente os dedos no elástico da sua calcinha e puxo devagar...

Enquanto o vento frio entrando no quarto fazia dançar a cortina na janela. 
e o luar cúmplice, como querendo participar, entrava lúdico, sem pedir licença !