amo !

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

em ti...

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não simplesmente sonhar ,
ou apenas imaginar.
quero teu tempo
e teu espaço
teu gosto
teu som
teu sentir
teu palpitar.
Me quero em ti
inteiramente em ti
profundamente em ti...!

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Paragrafos III

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...vivo hoje , o conjunto de todos os meus ontens intensamente vividos, Sou hoje simplesmente o resumo de mim, em pura sintonia com minhas convicções , minhas certezas. Sem traumas, sem falsas perspectivas, sem sonhos inalcançaveis. Me alcanço, e me alço. Não num vôo espantado, com medo de quedas. mas sabendo planar com convicção. Não uma incoerencia mas uma consciencia. Sei de mim, me conheço, sei quem sou. Tão dificil pra tantos, que tentam ser tantos, que acabam não sendo nenhum. Vivo em minha plenitude, longe dos lexotans obrigatorios, que escondem rancor e angústia, por tras de falsos sorrisos.. Quem me lê, não tem meu rosto, e me conhece , sabe quem sou, o que sou. Conhece a essencia , o âmago. É como se me visse, sabe de mim. Sou uma imaginação, que cada um expõe pra si mesmo, do modo que me desejam ter, ou ser. Posso pra muitos nada dizer, e pra tantos, muito. Sou um isso acumulado, moldado, lapidado pela vida, onde nada foi em vão. Aprendi a hora do morder ou beijar, o momento do sim ou do não, querendo sempre ir mais longe, e indo. Sou o que escrevo sou simplesmente apenas eu, o nú de mim.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

gotas...


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vivo
as sensações do teu corpo !
teu gosto,
teu gozo
teu mar.
mar que se forma nas gotas
dos desejos,
que me suam,
e te enxarcam...

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

assim.



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...de verdade mesmo, só se ama apaixonadamente assim: longo, completo e dentro. Há de se ter intensidade no louco ir e vir nas partes mais vastas e mais fundas da mulher, e no roçar impudico de todas as sensações da superficie, com o atrito sem pudor de todas as sensações da pele....
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

mouth

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tenha-me com todo o desejo ,
e com o desejo todo
que tua boca procura.
Se deixe lasciva, nua.
Faminta
E com tua lingua molhada,
me explore,
me sinta, sem pudor.
me escorre, e me lambe,
sorria , chore e sugue
reze por este despudor,
no pecado da tua vontade.
Faça dos teus gemidos, ecos
e os meus , provoque.
e numa explosão de sensações,
luz e sons.
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sinta meu gosto...!
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

mão molhada.


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...e nas fronteiras da pele
teus lábios me sugam
deixando marcas pelos caminhos do corpo,
tua mão, instrumento e prazer.
me busca e encontra
se fecha em mim.
Em despudor
me endurece e pulsa.
mexe
aperta e dança,
e me explode em gozo.
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Gemes então
a mão molhada que colam teus dedos,
provocando a maré alta que transborda em prazeres,
o desejo em óleo no teu corpo...!

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

a viagem...

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Tênue é a distancia
no estreito espaço ,
entre nossos suores e o reflexo do teu olhar.
corpos,
entranhados em sensações.
Emaranhados em si.
Em equilibrio instintivo, selvagem.
nos espasmos incontroláveis,
onde palavras
são gritos e sussurros.
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Cavalgo.
sem pudor, lascivo, louco, irracional .
encaixo-me no profundo profano do teu corpo.
que pede, quer mais....
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e continuo a viagem .
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

O preço.



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... o tempo passou, voou, fugiu....Uma historia de amor, uma paixão intensamente vivida, imensamente vivida. uma eternidade de 5 meses. Um tempo que valeu a pena . Uma história, que não morreu numa saudade doída , mas continuou vivendo numa lembrança saudavel. Foi como um filme, sem mocinhos ou bandidos, sem heróis ou vilões. Um filme que não acabou, mas apenas mudou o enredo, mudaram os artistas. Ficou a consciencia de uma certeza quea vida é assim. Não é feita para se machucar, nem para lamentos. A vida é feita pra viver e deixar viver. Sorrir das lembranças e não chorar de saudades. Em janeiro voltei a Paris, fiquei 18 dias. A reencontrei , sorrimos, corremos a beira do Sena, andamos por Montmartre, ficamos andando nas madrugadas, os mesmos bares, os mesmos hoteis, faziamos amor sempre que podiamos (e podiamos sempre), refizemos tudo do que tinhamos feito qdo chegamos à 1a vez em Paris. Foi só uma continuidade, com um lapso de de tempo de 10 anos. Mas a vida segue. No último dia, qdo sai de Paris, antes de voltar ao Brasil surge Eloise no aeroporto de mãos dadas com um belo menino, cabelos bem finos, quase louro, um olho azul esverdeado (uma mistura de céu e mar como ela dizia) sorriso lindo, sincero, veio encarando como se me conhecesse. .
- Ele faz dez anos em Agosto...diz ela
-dez anos! repito
-olha filho esse é o amigo da mãe que eu sempre falo com voce.. Ele veio do Brasil e o nome dele é Maurizio, igualzinho ao seu.
O auto falante me chama para embarcar, pego o menino no colo. Um abraço apertado, um beijo ele brinca com meu cabelo. O coloco no chão.
-Voce já vai embora? pergunta ele, sem saber que eu já tinha ido embora há dez anos atras.
-Sim tenho que ir embora...de novo. respondi. Olhei para ela , os olhos azuis de Eloise não me olharam, apenas sua mão apertava forte a minha...Naquele momento 10 anos passaram pela minha cabeça.como um filme...A historia se repetiu. E a vida continuou e continua...Mas tudo isso tem um preço...alto às vezes , e é preciso pagar !
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terça-feira, 20 de julho de 2010

urgencias...



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me envolva
no caminho da tua procura,
me esconda
no teu corpo.
Me engula.
Me prenda
entre as pernas na urgencia do teu corpo nú.
Se ajoelhe entre meu corpo
como para rezar pelo pecado do teu delirio.
sinta meu gosto
me puxe para o fundo dos teus desejos.
Se aperte, se mexa, se deixe ,
sem repressões, sem ressalvas.
sinta nos teus espasmos
o espoucar do meu prazer.
No retesar do meu corpo, o tremor incontido do teu.
se perca nos teus murmúrios.
se ache em meus gemidos.....!
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sábado, 17 de julho de 2010

no teu corpo...


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num roçar espalhafatoso,
deslizo no vermelho de teu corpo ,
quente, exposto, molhado.
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Arrepiado pelos dedos passados.
Em anseios por qualquer coisa de lingua.
indecente em qualquer espaço de pele,
dançar minha boca no teu gemido,
intumescido na fricção
do desejo que pede,
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num ir e vir de corpo dentro.
Sentir escorrer,
pelas pernas de ávidos suores,
teu prazer
urgente, latente
Que se multiplica e fica.
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E se deixa em nós...!
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